terça-feira, 13 de outubro de 2009

Lula, O Filho do Brasil: Saiba mais sobre o nosso presidente (vídeo)

Veja matéria sobre o novo filme “Lula, o filho do Brasil” sobre a vida do nosso presidente antes de ele ser eleito. O filme mostra a infância do presidente, a sua vida no período da ditadura, a morte da primeira mulher e até mesmo como o presidente perdeu o dedo.

Não se esqueça de assistir o trailer oficial do filme al final da matéria!

Texto retirado da ACADEMIA BRASILEIRA DE CINEMA.

LULA, O FILHO DO BRASIL

"Nesta família ninguém vai ser ladrão ou  prostituta"

(Dona Lindú, mãe de Lula)

1945, sertão de Pernambuco. Menos de um mês depois de seu marido, Aristides, partir para tentar a vida em São Paulo, com uma moça bem mais nova, Dona Lindú dá a luz ao seu sexto filho, Luiz Inácio da Silva, que logo ganha o apelido de "Lula".

A primeira infância de Lula coincide com as maiores secas já ocorridas no nordeste brasileiro. Sem marido, e tendo que dar conta de 6 filhos, Dona Lindú, sem abrir mão de seus princípios e valores, literalmente carrega a casa nas costas.

Aos 3 anos, Lula é surpreendido pelo retorno do pai, Aristides, que reaparece acompanhado de dois meninos, que ele diz também serem seus filhos. O contraste entre Aristides e os dois meninos, vestidos com roupas da "cidade", e sapatos, contrasta com a miséria e os trajes maltrapilhos de Lula e seus irmãos.

Aristides fica no sertão apenas por uma semana, o suficiente para Lula tomar contato com a aspereza e o início do alcoolismo do pai. Ao ir embora novamente, Aristides carrega consigo para São Paulo,  Jaime, o segundo mais velho dos filhos de Lindú, a deixando mais uma vez grávida e ainda mais desguarnecida.

Apesar da seca e da miséria, Dona Lindú não perde a integridade e faz com que os filhos não percam a esperança.

Durante a seca de 1952, a pior seca da história conhecida do nordeste brasileiro, chega a surpresa: uma carta de Aristides, dizendo que prosperara e que a queria e a todos os seus filhos ao seu lado em São Paulo.

Dona Lindú vende tudo o que tem, inclusive seu pedacinho de terra e parte com os filhos num pau-de-arara.

O que eles não sabiam é que a carta era falsa. Jaime, cansado de apanhar do pai, forjara uma carta de Aristides chamando a família. Aristides, na verdade, queria distância de Lindú e seus magotes.

A viagem no pau-de-arara é um capítulo à parte no filme, ou melhor, é um capítulo fundamental, um dos pilares que formaram a personalidade de Lula.

Foi nessa travessia pelo inferno que Lula tomou contato com a miséria absoluta, com o descaso, em suma, durante os 13 dias de viagem, Lula conheceu a maldade humana, e apenas conseguiu sair ileso dessa travessia, porque foi amparado pela integridade e compaixão de Dona Lindú.

Em São Paulo a família Silva se deparou com precárias condições de vida, praticamente sem teto e sem as mínimas condições de sobrevivência. Aristides passou a dar surras constantes nos filhos, e os proibiu de estudar. Tendo que sustentar duas casas, Aristides passou a beber cada vez mais, e Lula assistiu à degradação de sua figura paterna.

Enquanto Aristides infernizava a vida de Dona Lindú, Lula trabalhou como vendedor ambulante e engraxate. Ele era um garoto tímido, muito observador.

Nesse contexto de vida, Dona Lindu era a âncora que mantinha a família unida e íntegra, sempre confiante no futuro, sobretudo do filho caçula, Lula.

A forte personalidade de Lundu e sua fé quase mística forjaram a personalidade dos filhos, e Lula, sem dúvida, foi o grande beneficiário da força positiva do pensamento de D. Lindu. No auge das dificuldades, ela sempre afirmava: - "Tem gente em situação pior. Não adianta ficar se lamentando".

Liderados por essa mãe-coragem, os Silva foram abrindo e ampliando seus caminhos, numa trajetória ascendente. Vavá, Ziza, Frei Chico e Lula se tornaram operários qualificados, Zé Cuia motorista, Jaime continuou estivador, e as moças, Marinete, Maria, e Sebastiana casaram.

Essa trajetória ascendente se consolidou com a mudança dos Silva inicialmente para São Paulo capital e depois para o ABC, onde Lula passou a exercer a profissão de torneiro-mecânico da indústria automobilística.

Do trauma sofrido pela morte da primeira mulher e do filho que teria com ela, Lula se voltou para a militância na vida sindical, coisa que sempre rejeitou.

Foi no exercício da liderança da classe operária no ABC  que Lula emergiu para os olhos do Brasil como uma força renovadora da classe operária brasileira, provando que sua mãe, D. Lundu, não estava enganada quando dizia para todo mundo, batendo na cabeça do menino Lula: - "Este aqui vai ser gente. Vai ter uma profissão."

"Lula, o filho do Brasil" é a saga de uma família Silva igual à odisséia de tantas outras famílias Silva deste Brasil.

Um filme sobre uma mãe e um filho, um menino, um sobrevivente, um homem que tomou as rédeas da sua vida.

Assista o trailer.

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