terça-feira, 29 de setembro de 2009

Paraense será a primeira mulher a comandar navio petroleiro (vídeo)

      Uma brasileira vai entrar para a história a partir de segunda-feira (28). A paraense Hildelene Bahia vai assumir o comando de um navio petroleiro.

      É a primeira vez que uma mulher chega a este posto na Marinha Mercante. Hildelene mostra que está acostumada a ser pioneira.

      O navio-tanque tem um motor 800 vezes mais potente que um carro popular. São 160 metros de comprimento e altura equivalente a um prédio de nove andares. Ele armazena mais de 18 mil toneladas de óleo cru e combustível.

      Para carregar uma carga tão grande, o navio precisa de muita organização. São 26 pessoas trabalhando para garantir a segurança e também a rapidez no transporte. Os petroleiros são fundamentais para a matriz energética brasileira.

No timão

      "Eu te confesso que, no Rio de Janeiro, no volante, eu sou muito, muito ruim", diz ela. "Mas no timão eu me garanto!"

      Hildelene tem 35 anos e nasceu no Pará. Ela fez parte da primeira turma de mulheres da escola de formação de oficiais da Marinha Mercante. A paraense já foi pioneira antes: foi a primeira mulher a ocupar a função de imediato e a receber a carta de capitão de cabotagem.

      Mas Hildelene sempre almejou o posto de capitão e já imprime um estilo diferente ao navio: nada de voz alta ao dar comandos aos tripulantes.

      A tripulação que ela vai comandar já foi conquistada: "é uma honra saber que a gente vai participar deste momento e aprender com uma mulher no comando. É uma grande satisfação", diz um tripulante.

O atual comandante do navio Carangola está fazendo uma transição. "Eu fico satisfeito porque acompanhei a comandante Hildelene desde o princípio e agora estou passando o comando a ela", diz o comandante Gilberto Maciel.

      Maciel já apresentou a Hildelene o principal camarote do navio, que vai ser a casa dela oito meses por ano.

      Hildelene continua determinada a fazer história. "Está faltando mais um [cargo] que é ser capitão de longo curso", diz a paraense. "Faltam uns dois anos mais, mas eu tenho certeza que esse desafio será mais uma etapa e com certeza eu chegarei lá."

Fonte: G1

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