terça-feira, 18 de agosto de 2009

Testes com animais validam nova vacina antigripe de laboratório americano

      O laboratório Novavax informou nesta terça-feira (18) que um novo tipo de vacina contra a gripe funciona contra o novo vírus H1N1 em animais. A empresa disse ter desenvolvido a vacina, a partir de partículas semelhantes às dos vírus, em menos de quatro semanas depois de o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA divulgar o seqüenciamento genético do H1N1, responsável pela pandemia da chamada gripe suína.

      As partículas empregadas imitam o vírus com base no seu seqüenciamento genético.

      O Novavax afirmou que a vacina protegeu furões contra a nova cepa pandêmica. Os furões são os animais mais parecidos com os humanos no que diz respeito à contaminação por gripes.

      É possível, porém, que testes em humanos dessa vacina durem anos!

      "Os furões receberam uma dose de 3,75, 7,5 e 15 microgramas da partícula semelhante ao vírus H1N1 de 2009, ou um placebo, e receberam o reforço de uma segunda dose após três semanas", disse a empresa em nota.

      No quinto dia após a vacinação, disse o laboratório, "os furões imunizados com todos os níveis de vacinação tinham eliminado o vírus H1N1 e não apresentavam sintomas da doença", disse a empresa.

      "Por outro lado, os animais do grupo de controle, que não receberam a vacina, demonstravam letargia, temperaturas corporais elevadas e espalhavam o vírus até seis dias após a infecção", acrescentou a nota da empresa.

      O Novavax precisará da aprovação das autoridades dos EUA para testar a vacina em pessoas. É possível que esses testes durem anos, antes que uma nova formulação da vacina seja amplamente aplicada em humanos.

      Os testes clínicos da vacina tradicional para o H1N1 são feitos com o antigo método que usa ovos de galinha. Cinco laboratórios - AstraZeneca, CSL, GlaxoSmithKline, Novartis e Sanofi-Aventis - estão desenvolvendo o produto para o mercado norte-americano.

      O Novavax, com sede em Maryland, tem usado sua nova tecnologia para desenvolver uma vacina contra o vírus H5N1, da gripe aviária.

      A maioria das vacinas contra a gripe usa uma versão atenuada ou morta do vírus para estimular o sistema imunológico. É preciso atualizar a vacina todos os anos, para acompanhar a constante mutação das cepas virais, e esse processo, usando os ovos de galinha, leva de cinco a seis meses.

      O Novavax cultiva a vacina em células de lagartas em tubos de ensaio, o que o laboratório diz ser mais rápido. O vírus "falso" é incapaz de infectar células e se replicar, embora seja reconhecido pelo organismo como se fosse o vírus autêntico.

      Em julho, consultores do governo dos EUA disseram que 160 milhões de pessoas, ou metade da população norte-americana, deveriam ser vacinadas contra a nova gripe, com prioridade para grávidas e profissionais da saúde. O governo diz, no entanto, que só conseguirá receber 45 milhões de doses até meados de outubro, e cerca de 20 milhões de doses adicionais por semana depois disso.

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