quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Origem dos apelidos americanos: saiba porque William é Billy, por exemplo

      Apelidos são uma forma curta e carinhosa de se referir a uma pessoa. Leonardo é Léo, Patrícia é Pat e por aí vai. Acontece que nos Estados Unidos é comum você encontrar formas curtas absurdas que simplesmente não têm nada a ver com o original. A explicação é da história. No século XIII e XIV era comum o Apelido-Rimado.

      Depois de encurtar o nome do sujeito, dobrava-se o nome trocando aleatoriamente a primeira letra. O que nos leva a questão principal. Pra que abreviação se o nome original era menor? Enfim, vamos conferir alguns apelidos americanos curiosos, e é claro, suas explicações.

William > Billy

William Gates

      O apelido mais provável para William é Will certo? E era mesmo, mas graças ao fenômeno do Apelido-Rimado, resolveram chamar Os Williams de Willy-Billy. O que aconteceu? O Will caiu e ficou o Billy, depois encurtado para Bill. Tem gente que se pergunta por que William é Guilherme. A resposta é simples. Culpa do “W” Galês, que tem som de “G”. Entendeu agora porque Gales em Inglês é “Wales?”

John > Jack

John Nicholson

      Essa é fácil: John vem do francês “Jaques” (que por sua vez vem do diminutivo de Jean). O mesmo que o nosso João daqui. Em 1066 a Inglaterra foi ocupada pelos Normandos, que falavam o francês . Por centenas de anos a ilha foi um país de duas línguas, o inglês e o francês, que acabou facilitando uma integração entre John e Jaques, até sua adaptação “Jack”.

Richard > Dick

Richard Vigarista

      Esse também é um mistério. Como o nome de duplo sentido mais famoso dos EUA surgiu? A contração de Richard é Ricky, que depois foi transformado em Ricky-Dicky, se transformando assim em apenas Dick. Nos anos 40 e 50 existia um personagem famoso nos EUA, um detetive chamado Rick Dick, o que ajudou a reforçar este apelido.

Henry > Hank

Henry Azaria

      Antes do Século XVII, ainda durante a ocupação normanda era comum na Inglaterra alguns nomes terminarem em “In” ou “Ik”, usados como diminutivo, o mesmo que acontece com o nosso “inho” e com o espanhol “Ito”. Quem se chamava Henry acabou ganhando o sufixo carinhoso, virando Han-Kin, Hen-kin, ou Henry-kin, que depois se contraiu em Hank. Era comum ver alguns John chamados de Jenkin também.

Edward > Ned

Edward Flanders

      Mesma história. Os Eduardos nos Estados Unidos passaram a se chamar Eddie, depois Eddie –Neddie, até ficar só no Ned mesmo. Também é comum vermos Nat e até mesmo Ted, que também pode vir de Theodore.

Margareth > Peggy

      A primeira vista Peggy pode parecer uma apelido para, sei lá, Penélope. Mas não. A formação é bem antiga e vem da forma mais curta de Margareth, Maggie, que a exemplo dos casos anteriores virou Meggie-Peggy até ficar só com o Peggy, Pegg ou Peg.

Mary > Polly

      Polly não é apelido de Poliana, como a gente é levado a pensar. Essa aconteceu em duas fases. Primeiro, Mary derivou-se em Molly. É que no antigo Inglês da época dos Normandos era comum o “R” ser substituído pelo “L”, veja quantos exemplos: Mary > Molly, Sarah > Sally/Sadie, Dorothy > Dolly e Harold/Harry > Hal.

      Como o “P” e o “M” têm propriedades fonética semelhantes, aconteceu o apelido-rimado Molly-Polly até ficar só o Polly mesmo.

2 comentários:

Pedro disse...

Muito legal!!
Bom post!

Anônimo disse...

Gostei!